Newsletter ABRIL: Ama-te a ti mesmo e depois torna-te desnecessário…

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Caros amigos,

Ao longo da minha caminhada tenho procurado tornar-me cada vez mais sábia, mais amorosa, mais livre, mais feliz… Pratico meditação diariamente, exercito o meu corpo e procuro fazer escolhas saudáveis, contudo ainda dou comigo a ser alvo da minha própria ignorância e percebo que a minha mente ainda é demasiado julgadora…
Porque, tantas e tantas vezes, achamos que sabemos o que é melhor para os outros? Achamos que sabemos o que os outros sentem? Achamos que sabemos o que os outros precisam?
Na verdade, quando acho que sei o que o outro está a sentir o que estou a fazer é a projetar as minhas necessidades no outro… Vou tentar explicar com exemplos práticos 🙂
Por exemplo, imaginem que decido dar um presente a alguém especial e que tenho a ideia de oferecer uma viagem! Acontece que a viagem é para duas pessoas e eu incluo-me nela! Vou-me sentir a pessoa mais cool e mais generosa do planeta… mas, será que na verdade eu não estarei a ser egoísta? De uma forma inconsciente eu poderei estar a agir segundo a minha necessidade de estar mais perto daquela pessoa, a agir através do apego e não do Amor incondicional… (porque, poderia oferecer-lhe a viagem e deixa-la livre para decidir com quem ela gostaria de fazer a viagem). Mas, se a pessoa a quem fazemos a oferta nos diz: “sim, eu quero viajar, mas com outra pessoa” qual será a nossa reacção? Talvez passemos dias a chorar, a protestar, a culpar o outro de não perceber a nossa generosidade, acusamos o outro de ser mal agradecido e ainda o culpamos pela nossa tristeza e frustração…
Todas estas nossas reacções são baseadas em imprints que fizemos durante a nossa infância. Quantas vezes não teremos ouvido: “Se tu arrumares o quarto” ou “Se tu fores um bom menino a mamã gosta muito de ti”. Ora, a criança entende que, se não fizer o que a mãe quer vai perder o seu amor… e isso, é o maior dos nossos medos! Perder o amor de pai e mãe… Então, deixamos de ser quem somos, deixamos de ter aquela energia original e passamos a ser aquilo que esperam de nós! Tornamo-nos nos “bombeiros” da família (sabem, aquele que está sempre pronto a largar tudo para ajudar? Depois torna-se a vítima: “estou sempre a ajudar e mesmo assim, ninguém olha para mim…”) e, a maioria das vezes, não é porque somos bondosos!! É porque temos medo de sermos rejeitados se não fizermos o que esperam de nós…

Por isso, tornar-me livre, deixar de depender, precisar, necessitar (o adjetivo que mais vos fizer sentido!) dos outros ou de qualquer condição externa para me sentir feliz é o melhor presente que podemos dar a nós e aos outros e, o apego, (que tantas vezes é confundido com o Amor) deixa de ser apego e transforma-se em Amor puro…

Também se pode dar a situação inversa… Conhecem alguém que diga assim: “Não, eu faço isso porque tu não sabes” (e ainda pior, quando diz. “tu não sabes fazer direito!”) ou “Eu vou lá contigo à reunião porque já tenho experiência e assim tu vais conseguir o emprego!” e sei lá, que outros mais exemplos. Essa pessoa tem tanto medo de ficar sozinha que estimula a dependência dos outros em relação a si própria porque sabe que, se o outro se tornar autónomo ela se tornará “desnecessária” e então a sua vida deixa de ter sentido, mergulha numa tristeza profunda porque, é certo que, talvez se tenha acostumado também a olhar sempre para a vida dos outros para evitar de olhar para si mesma e para a sua própria vida. Mais uma vez, essa pessoa se acha a melhor pessoa do mundo mas, o que ela está a fazer não é por Amor… é por Apego…
Já devem estar habituados à minha frontalidade! Então aqui vai: acham mesmo que, provocar o “vício” e dependência nas pessoas, como uma droga, a ponto de eles não conseguirem ser autónomos, confiantes e independentes, prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustrações e cometer os próprios erros também, que isto é Amor??

O amor é um processo de libertação permanente… eu liberto o outro e eu também me liberto… Este é o grande DESAFIO! E isto, (para não ser mal interpretada!) não significa que vamos ficar fechados ao mundo, sem interagir, sem nos relacionarmos com os outros porque, nós vivemos em interdependência mas, as nossas vivências, experiências e relações deveriam ser cada vez mais baseadas na nossa energia original e pura que é o Amor… Lembro, tal como Buda disse: “seguir o caminho do meio”…

Para isso, temos que treinar muito a nossa mente e corpo e com afinco porque trazemos uma carga de muitos anos às costas, há muito “lixo” para deitar fora, trabalho necessário para que se comece a conseguir vislumbrar (nem que seja por um buraquinho ainda muito pequenino) esta luz original que vem de dentro a que chamamos Amor…

Que eu me torne cada vez mais livre e menos condicionada e que, ao tornar-me também mais Feliz as minhas acções sejam cada vez mais puras e plenas de Amor incondicional.
Ama-te a ti mesmo e depois esse amor se espalhará para os outros e, deixa de estar com os outros por necessidade (ou porque precisas) e também, torna-te desnecessário para os outros…

“Dê a quem você Ama:
-Asas para voar…
-Raízes para voltar…
-Motivos para ficar… ”
Dalai Lama

Aqui vão os próximos eventos!

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Tog Chöd Barcelos-2

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2

RETIRO EM JUNHO

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Um abraço, até breve,

Joana Rainha

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