Ritos de passagem… [parte 2]

Slide1

Caros amigos/as,

[Para quem não leu a parte 1 deste artigo pode clicar aqui]

Quando era criança, nos meus 9/10 anos de idade e os meus pais recebiam visitas em casa, recordo-me de escolher um “alvo” e andar de volta dele convidando-o a vir até ao meu piano (na altura, um órgão, para ser mais específica!) para ensiná-lo a tocar qualquer coisa. Como a música e o piano era algo que eu adorava e que ocupava um espaço importante na minha meninice, hoje percebo que era, não só a minha vontade de ensinar e partilhar o que aprendia mas, sobretudo, na minha inocência e pureza de criança, a vontade de dar a conhecer o “bom para mim” aos outros. Era como que lhes estava a dizer: “isto é tão fixe ( 😀 ) e tão bom, como ainda não conheces?” ou “como ainda não sabes fazer isto?” “não percas mais tempo! Vem cá para eu te ensinar.”
Não eram as pessoas que me pediam para aprender, não! Era mesmo eu que as convidava a aprender… Já nessa altura dava sinais de ser uma chata! 😀 !
Então, desde que me conheço que sempre tive muita vontade de aprender e também muita vontade de ensinar porque, para além deste divertimento eu tinha outros. Sabem quais eram as minhas brincadeiras? Eu entrava no meu quarto e a minha cama convertia-se na minha sala de aula colocando os bonecos (os meus alunos) em cima da cama e começava a falar/ensinar (já não me lembro quais eram os ensinamentos :D). Se calhar é melhor ficar por aqui porque se conto o resto vou ganhar muitos inimigos (ehehe)… Eu tinha uma bengala de plástico que tinha sido comprada para o Carnaval e usava-a como régua para quando se portavam mal (oops!).
Há 16 anos que iniciei o meu processo de auto-conhecimento, tinha 19 anos de idade e frequentava cursos e tinha gostos que não eram habituais nem na minha idade e nem naquela altura. Sou Reikiana desde essa altura e, ainda hoje, muitas pessoas não conhecem e não sabem o que é o Reiki e eu espanto-me com isso. Posso dizer que já passei por muitos processos, já conheci muitos trabalhos e já tenho alguns anos de psicoterapia (depois do que vos contei atrás, agora percebem melhor o porquê de precisar de terapia 😀 !!)
Embora vos esteja a contar isto com leveza e em tom de brincadeira, eram os meus traços de rigidez ou daquilo que me davam a conhecer na realidade da altura a manifestarem-se ou a serem expressados nas minhas brincadeiras. Brincar é a “profissão” de qualquer criança, certo? E, ainda hoje, depois de tantos processos internos e de todos estes anos os meus alunos ainda têm vislumbres da minha exigência e rigidez… Mas, quando eu consciencializo isto na hora de dar aulas, eu rio-me de mim própria e partilho com eles porque me estou a rir.
E, é neste abrir o coração, nesta naturalidade de perceber que sempre estamos a aprender e a evoluir que abro espaço para a confiança e respeito. Eu abro… eles confiam, não me vêem como perfeita e percebem que há um caminho e que é possível nos transformarmos através desse caminho. E, porque abro o coração e, porque a minha intenção mais profunda naquele momento é amorosa não dou lugar ao medo que às vezes diz “como devemos ser”, “como devemos comportarmo-nos” ou “o que devemos parecer…” em vez disso, dou lugar ao Amor e à Autenticidade!

Hoje ensino, não como podes ser autêntico mas, na busca da minha própria autenticidade, dentro de mim e, ao simplesmente ser, eu procuro inspirar-te a seguir o teu próprio caminho de encontro contigo mesmo…

(Parte 3 em breve! Fica atento/a!)

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