Ritos de passagem… [Parte 3]

Slide1

[Para quem não leu a parte 1 e parte 2 deste artigo pode clicar sobre a parte pretendida]

Caros amigos/as,

O que são, afinal, ritos de passagem?

São aqueles momentos importantes que marcam a vida das pessoas. Os mais comuns são os ligados a nascimentos, mortes, casamentos e formaturas.
Uma característica destes ritos de passagem é que marcavam pontos de desprendimento…velhas atitudes eram abandonadas e novas deviam ser aceites. A convivência com algumas pessoas devia ser deixada para trás e novas pessoas passavam a constituir o grupo de relacionamento direto. Muitas vezes, a cada uma dessas cerimônias, a pessoa trocava de nome, representando que aquela identidade que assumira até então, não mais existia – ela era uma nova pessoa.

Nos tempos atuais e nas sociedades modernas, muitos desses ritos subsistiram embora muitos deles esvaziados do seu conteúdo simbólico. Batismo e festas de aniversário de 18 anos, por exemplo, são resquícios desse tipo de cerimônia, que hoje representam muito mais um compromisso social do que a marcação do início de uma nova fase na vida do indivíduo. No entanto, a troca do símbolo pela ostentação pura e simples, acaba criando a desestruturação do padrão social.

Tomando o batizado cristão como exemplo, poder-se-ia perguntar quantas pessoas que batizam os seus filhos são, realmente, cristãs. Quantas pretendem realmente cumprir a promessa solene, feita em frente ao seu sacerdote, de manter a criança na fé dos seus antepassados? Obviamente, nas sociedades primitivas, tais promessas eram obrigações indiscutíveis e sagradas. Rompê-las era colocar em risco a própria sobrevivência da tribo como unidade coerente, o que não era, ao menos, cogitáveis.
Estados semicomatosos induzidos por doenças, picada de animais peçonhentos, etc, eram normalmente considerados como modificadores da pessoa, que retornaria desses estados possuindo uma nova e mais clara visão do mundo. Essas pessoas, geralmente, eram alçadas à condição de xamãs pela tribo.

Por um outro lado, o contrário também poderia acontecer: dentro do processo normal de treinamento de um xamã, chegavam a um ponto em que determinadas provas deveriam ser enfrentadas, para que o treinando comprovasse a sua capacidade de enfrentar seus medos e seus próprios limites físicos e mentais.

Isolamento, frio, fome, às vezes extremos, eram utilizados nesse sentido. A ideia aqui, portanto, não era a de rito de passagem simplesmente como transição de um período para outro da vida, mas também como de um estado de consciência para outro…

[A faltar! Última parte do artigo, vem já já!]

(Nota: Este texto foi retirado da seguinte fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Rito_de_passagem)

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